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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Obras para Copa ficam 14,7% mais caras que o previsto, diz TCU


Investimento total passou de R$ 23,8 bilhões para R$ 27,3 bilhões.
Aeroportos e estádios tiveram as maiores altas, segundo levantamento.


Renan RamalhoDo G1, em Brasília

As obras necessárias para a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 ficaram 14,7% mais caras que o inicialmente previsto, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em janeiro de 2011, a previsão inicial era que o investimento total fosse de R$ 23,8 bilhões; a última estimativa, de julho deste ano, aponta para R$ 27,3 bilhões.
Faltam 700 profissionais para atuar em grandes obras da Copa em MT (Foto: Reprodução/ TVCA)Obras para realização da Copa do Mundo de 2014 em Mato Grosso (Foto: Reprodução/ TVCA)
O dado consta na última versão da "Matriz de Responsabilidades", documento periodicamente atualizado que estipula a responsabilidade dos governos federal, estaduais e municipais, além de parceiros privados, no pagamento e execução de obras de construção ou reforma de estádios, aeroportos, portos, além de investimentos em mobilidade urbana, turismo e telecomunicações.

A diferença, de R$ 3,5 bilhões, foi alavancada, principalmente, pela reestimativa dos investimentos em aeroportos, com acréscimo de R$ 1,77 bilhão; e nos estádios, cujo valor das obras cresceu R$ 1,13 bilhão. O investimento em portos cresceu R$ 158 milhões. Apenas os valores injetados em mobilidade urbana foram revistos para baixo: caíram em R$ 123 milhões.
Parte do acréscimo ocorreu ainda pela adição dos investimentos em turismo (R$ 212 milhões) e telecomunicações (R$ 371 milhões), que, em 2011, que estavam na conta de 2011.
Do novo valor global, de R$ 27,3 bilhões, R$ 16,2 bi vêm dos cofres do governo federal (em investimentos diretos ou financiamento); R$ 6,7 bi dos governos locais; e R$ 4,2 bi da iniciativa privada.
O caso mais emblemático apontado é o estádio do Itaquerão, orçado em R$ 820 milhões. Em 2011, quando foi feita primeira versão da matriz, imaginava-se que o estádio que receberia os jogos em São Paulo seria o Morumbi. 
Causas 
O levantamento do TCU, relatado pelo ministro Valmir Campelo, aponta diversos fatores para o aumento dos preços. Em muitos casos, os projetos das obras apresentam estimativas de preços desatualizadas, abaixo do que o mercado cobra. Vários empreendimentos acabam precisando de ajustes não previstos, com aditivos contratuais que o tornam mais caro. Há também situações em que um atraso no andamento das obras acaba tornando o serviço mais caro depois.

Na avaliação de Campelo, porém, o acréscimo não leva a concluir que houve um "estouro nos orçamentos". Isso, porque, boa parte do aumento deve-se a investimentos que não estavam previstos inicialmente.
Outros R$ 225 milhões referem-se a acréscimos nos estádios Beira-Rio (Porto Alegre) e Arena da Baixada (Curitiba), tocados pela iniciativa privada. Mais R$ 156 milhões em aumentos provêm de Parcerias Público-Privadas, que conjugam dinheiro público e particular.

Nos aeroportos, área em que houve maior incremento nos custos, o relatório aponta que isso se deve às obras em São Paulo. "Houve ampliação do escopo dos investimentos, nomeadamente em função das recentes concessões dos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Outro plano de investimentos foi idealizado. Também foi nova a decisão de construir o Terminal de Passageiros 4, em Guarulhos", diz o documento.

Réus do núcleo publicitário pagarão cerca de R$ 8,4 milhões em multas


Se fosse possível somar penas, 5 réus pegariam juntos 105 anos de prisão.
Falta definição de penas de dois réus para conclusão do núcleo.

Mariana Oliveira e Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

Marcos Valério, considerado o operador do mensalão, os ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, além do advogado de Valério Rogério Tolentino e a diretora das agências de publicidade Simone Vasconcelos foram condenados em razão de desvios de recursos públicos e obtenção de empréstimos fraudulentos.
Com as definições desta quinta-feira (8), os cinco condenados que integram o chamado núcleo publicitário no processo do mensalão, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), terão que pagar pelo menos R$ 8,4 milhões aos cofres públicos em multas como punição.
Segundo o Supremo, o dinheiro foi utilizado para a compra de apoio político no Congresso nos primeiros anos do governo Lula.
Os valores ainda podem mudar porque serão corrigidos (os valores estipulados são referentes a 2003 e 2004 e serão corrigidos para valores atuais). Também pode haver ajuste conforme o papel de cada um no esquema, segundo ministros do Supremo. No momento, a pena de multa para Hollerbach é maior do que a de Valério, considerado o operador do esquema de compra de votos.
Se as penas pudessem ser somadas, os cinco réus pegariam mais de 105 anos de prisão.
Assim como as multas, as penas de prisão também poderão ser ajustadas, anunciou o presidente da corte, ministro Carlos Ayres Britto.
Para que a dosimetria (cálculo das penas) relativa aos réus do núcleo publicitário seja encerrada, os ministros precisam analisar duas penas para Simone Vasconcelos (nos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas) e uma pena para Rogério Tolentino (lavagem de dinheiro).
A definição relativa a esses três crimes não foi concluída porque três ministros deixaram a sessão em razão de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A conclusão deve ocorrer nesta segunda (12).
Veja abaixo a quanto tempo de prisão cada um dos cinco réus do núcleo financeiro foi condenado e qual é a multa que terão de pagar. Dos que pertenciam ao grupo, apenas Geiza Dias foi absolvida.
Marcos Valério - Pena soma 40 anos, 2 meses e 10 dias de prisão. Além disso, a multa chega a 1.063 dias-multa, que equivalem a R$ 2,72 milhões.
Ramon Hollerbach - A pena aplicada totalizou 29 anos, 7 meses e 20 dias de prisão, além de 1.096 dias-multa, que totalizam R$ 2,793 milhões.
Cristiano Paz - A punição somou 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão, mais 996 dias-multa no valor de R$ 2,533 milhões.
Rogério Tolentino - A pena parcial soma 5 anos e 3 meses de prisão, além de 110 dias-multa no valor de R$ 286 mil (FALTA PENA DE LAVAGEM DE DINHEIRO).
Simone Vasconcelos - A pena parcial, com a análise de dois crimes pelos quais ela foi condenada, soma 4 anos e 2 meses de prisão, além de 110 dias-multa no valor de R$ 143 mil(FALTAM AS PENAS DE LAVAGEM DE DINHEIRO E EVASÃO DE DIVISAS).
Confira abaixo a lista de condenados e absolvidos.
RÉUS CONDENADOS
- Bispo Rodrigues (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Breno Fishberg (lavagem de dinheiro)
- Cristiano Paz (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha)
- Delúbio Soares (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- Emerson Palmieri (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Enivaldo Quadrado (formação de quadrilha e lavagem de dinheiro)
- Henrique Pizzolatto (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
- Jacinto Lamas (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- João Cláudio Genu (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- João Paulo Cunha (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
- José Borba (corrupção passiva)
- José Dirceu(corrupção ativa e formação de quadrilha)
- José Genoino (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- José Roberto Salgado (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Kátia Rabello (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Marcos Valério (Corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Pedro Corrêa (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Pedro Henry (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Ramon Hollerbach (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Roberto Jefferson (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Rogério Tolentino (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha)
- Romeu Queiroz (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Simone Vasconcelos (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Valdemar Costa Neto (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Vinícius Samarane (gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro)
ABSOLVIÇÕES PARCIAIS (réus que foram condenados em outros crimes)
- Breno Fischberg (formação de quadrilha)
- Cristiano Paz (evasão de divisas)
- Jacinto Lamas (formação de quadrilha)
- João Paulo Cunha (peculato)
- José Borba (lavagem de dinheiro)
- Pedro Henry (formação de quadrilha)
- Valdemar Costa Neto (formação de quadrilha)
- Vinícius Samarane (formação de quadrilha e evasão de divisas)
RÉUS ABSOLVIDOS
- Anderson Adauto (corrupção ativa e lavagem de dinheiro)
- Anita Leocádia (lavagem de dinheiro)
- Antônio Lamas (lavagem de dinheiro e formação de quadrilha)
- Ayanna Tenório (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Duda Mendonça (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)
- Geiza Dias (lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- João Magno (lavagem de dinheiro)
- José Luiz Alves (lavagem de dinheiro)
- Luiz Gushiken (peculato)
- Paulo Rocha (lavagem de dinheiro)
- Professor Luizinho (lavagem de dinheiro)
- Zilmar Fernandes (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

'É uma ousadia', diz secretário sobre uso do Facebook na prisão em MS


Sejusp investiga como dois detentos atualizavam perfis na rede social.
Diretor da Agepen afirma que 1,4 mil celulares já foram apreendidos em 2012.

Tawany MarryDo G1 MS

Detentos administravam contas no Facebook de dentro do presídio (Foto: Reprodução/Facebook)Montagem mostra perfis de presos que atualizavam a rede dentro da prisão (Foto: Reprodução/Facebook)
O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, classificou o uso do Facebook por detentos em Campo Grande como uma ousadia. O órgão investiga o caso de dois presos que mantinham perfis na rede social por meio de celulares, que foram isolados após a descoberta da irregularidade. Para o secretário, essa atitude não ficará impune.
“É uma ousadia. Vamos investigar e descobrir como esses celulares entraram no presídio. Esse caso será apurado e os responsáveis serão punidos, não resta dúvida quanto a isso”, diz Jacini.
Quando é descoberta uma conta mantida por detentos, o procedimento padrão, segundo Oliveira, é o isolamento do usuário e o cancelamento da rede social. Para evitar casos semelhantes foi pedida a retirada de torres transmissoras de operadoras de celular que ficavam em frente ao presídio. Burlando a segurança
O diretor da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), coronel Deusdete de Oliveira, afirma que a quantidade de presos que tem acesso a celulares e internet dentro de unidades prisionais é significativa. “Apenas em 2012 apreendemos 1,4 mil celulares em operações dentro dos estabelecimentos”, relata.
 “Aquele local tinha um dos melhores sinais de Campo Grande. Com a retirada da torres vamos entrar em contato com as empresas de telefonia para saber que tipo de equipamento poderá ser colocado para que bloqueie apenas o sinal no complexo penitenciário”.
Além disso, segundo ele, serão feitas operações rotineiras nos presídios e uma fiscalização maior principalmente em cima das mulheres, muito utilizadas para entrar com celulares dentro dos presídios, na opinião do diretor.

Antecedentes
A Sejusp confirmou que os detentos Claresvaldo Lemes Ferreira e Carlos Alexandre Matias Alves usavam perfis no Facebook de dentro da prisão. Eles estão presos por tráfico de drogas e homicídio, respectivamente.
No histórico de postagem dos perfis dos presos é possível ver que as atualizações eram diárias. Em uma das mensagens, postada em 25 de outubro, Alves relata uma suposta festa que teria acontecido dentro da unidade com o consumo de bebidas. No dia 16 do mesmo mês ele compara sua estadia na prisão com férias.
Em junho de 2012 outro preso, da mesma unidade onde estão Ferreira e Alves, também foi flagrado usando a rede social. A rede social servia para manter contato com parentes e amigos e para postagem de fotos dele na prisão.
No dia 19 de julho foi descoberto um perfil do orkut que também era mantido por um detento, desta vez do Presídio de Segurança Média de Dois Irmãos do Buriti, a 113 km de Campo Grande. O preso atualizava a rede social com postagens de fotos dos colegas de cela. Em uma das imagens, o grupo, que cumpre pena em regime fechado, aparece fazendo um churrasco.

Roda de caminhão se solta e mata pessoa na Raposo Tavares

UOL Notícias


Policiais observam veículo atingido pela roda de um caminhão que se soltou, na rodovia Raposo Tavares, em Cotia (Grande São Paulo), nesta quinta-feira (8). O motorista do carro morreu. 
Leco Viana/Futura Press

Presos suspeitos de atacar filhos de ex-PM da Rota

Agência Estado
UOL Notícias


  • Edu Silva/Futura Press
    Suspeitos de matar o filho de um policial aposentado da Rota são apresentados no 40° DP em São Paulo
    Suspeitos de matar o filho de um policial aposentado da Rota são apresentados no 40° DP em São Paulo
Dois suspeitos de um ataque contra os filhos de um ex-policial militar das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) foram detidos, na noite desta quarta-feira (7), pela Polícia Civil e encaminhados para o 40º Distrito Policial, do bairro Santa Maria, região do Limão, na zona norte de São Paulo.
Um dos detidos é o dono do táxi do qual o atirador desceu antes de abordar o carro das vítimas.
  • N. Rodrigues/Estadão Conteúdo
    Carro onde estavam os filhos de ex-policial da Rota; os dois jovens foram atacados na segunda-feira (5) e um deles morreu
Os investigadores chegaram até a dupla após identificar o táxi utilizado no ataque ao Corsa ocupado pelos dois rapazes na noite da última segunda-feira (5). Tiago e Diego de Souza Serrão, de 27 e 22 anos, estavam com um amigo quando foram perseguidos pelas ruas da Vila Nova Cachoeirinha, também na zona norte. Após alcançar o Corsa, um dos ocupantes do táxi desceu, atirou várias vezes contra as vítimas e fugiu com o comparsa que dirigia.
Tiago morreu no pronto-socorro de Santana, e o irmão dele foi transferido, em estado grave, para o hospital do Mandaqui, onde segue internado.
Com imagens de câmeras de um edifício próximo ao local do ataque, a polícia identificou o táxi e localizou o ponto onde o motorista atuava. No local, os policiais foram informados de que o suspeito, desde a noite do crime, não havia aparecido.
Localizado, o taxista afirmou que havia feito algumas mudanças no carro antes do crime. Detido, ele entregou o comparsa, autor dos disparos, que também foi encontrado e levado para a delegacia. Lá o assassino foi reconhecido pelo sobrevivente, que não pôde fazer o mesmo em relação ao taxista, que estava volante do carro.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Casal anda nu de scooter por ruas de Sydney


Casal participou da campanha chamada 'Naked Me'.
Vídeo foi publicado na internet e possui imagens explícitas.

Do G1, em São Paulo

Um casal andou nu em uma scooter em Sydney, na Austrália. Eles tiraram a roupa dentro de uma campanha chamada "Naked Me", que defende a superação de limites pessoais a respeito de certas convenções sociais. O vídeo foi publicado na internet e possui imagens explícitas, sendo proibido para menores de 18 anos.
Casal andou nu em uma scooter em Sydney. (Foto: Reprodução)Casal andou nu em uma scooter em Sydney. (Foto: Reprodução)
Eles tiraram a roupa dentro de uma campanha chamada 'Naked Me'. (Foto: Reprodução)Eles tiraram a roupa dentro de uma campanha chamada 'Naked Me'. (Foto: Reprodução)
Vídeo foi publicado na internet e possui imagens explícitas. (Foto: Reprodução)Vídeo foi publicado na internet e possui imagens explícitas. (Foto: Reprodução)

Um dia após parceria com União, governo de SP anuncia expansão de operação de combate ao crime organizado

Do UOL, em São Paulo


A Polícia Militar de São Paulo informou nesta quarta-feira (7) que estendeu a Operação Saturação para as zonas norte leste da capital paulista e também para a cidade de Guarulhos. A iniciativa, vigente desde o último dia 29 na favela de Paraisópolis (zona sul de SP), não tem prazo para terminar. A medida foi anunciada um dia depois de o Ministério da Justiça e o governo de São Paulo apresentarem um plano de ações para combate ao crime organizado no Estado.
Conforme balanço divulgado hoje cedo, um total de 36 pessoas foram presas desde o início da operação, deflagrada em meio à onda de violência que atinge a capital e que já resultou na morte de ao menos 90 policiais. Nas novas localidades, a operação está vigente desde as 6h.
Segundo a PM, a intensificação da operação contará com mais de 160 policiais militares na Parada de Taipas, na zona norte, 130 PMs em Santa Inês, na zona leste, e 110 PMs na comunidade São Rafael, em Guarulhos. Nos três pontos, a corporação terá o apoio de veículos e de uma aeronave em cada uma.
O número de homens nas três novas localidades, porém, ainda é inferior ao empregado apenas em Paraisópolis --400, contra 500 na favela paulistana.
Ao todo, de acordo com a PM-SP, além, dos 36 presos desde o início da operação, também já foram apreendidos seis adolescentes, recapturados 11 foragidos da Justiça e apreendidas 16 armas de fogo, 351 munições e pouco menos de 400 kg de drogas.

Pacote de medidas

Ontem, a criação de uma "agência de ação integrada" para combate ao crime organizado foi a primeira medida anunciada pela parceria entre União e o governo do Estado de São Paulo para enfrentar a onda de violência no Estado. 
O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo governador Geraldo Alckmin após reunião no Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista).
Além da criação da agência, cuja primeira reunião será na segunda que vem (12), outras cinco medidas foram anunciadas: o fortalecimento dos trabalhos de perícia, a fiscalização conjunta em vias marítima, aérea e terrestre, a criação de um centro de comando e controle integrado por videomonitoramento e com auxílio da Prefeitura de SP, ações de enfrentamento ao crack e transferência de presos de São Paulo a penitenciárias federais nos próximos dias.

Bandidos usam retroescavadeira para roubar caixa eletrônico

Por SBT Online

Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, bandidos usaram explosivos para roubar dois caixas eletrônicos de uma farmácia. Com o auxílio de uma retroescavadeira, os criminosos derrubaram uma das paredes da loja e levaram os cofres dos caixas, deixando as carcaças para trás. Ainda não se tem informações da quantia levada pelos assaltantes. O caso foi registrado na Delegacia de Roubos e Furtos do Rio de Janeiro. Reportagem exibida no SBT Brasil.

Após 12 dias sem sessões, Supremo volta a definir penas dos condenados no julgamento do mensalão

Camila Campanerut 
Do UOL, em Brasília


  • Roberto Jayme/UOL
    Ministros do STF entram em plenário para sessão do julgamento do mensalão no último dia 25
    Ministros do STF entram em plenário para sessão do julgamento do mensalão no último dia 25

Depois de quase duas semanas de intervalo, o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) será retomado nesta quarta-feira (7) com a conclusão do anúncio e votação das penas a serem aplicadas a Ramon Hollerbach, ex-sócio do operador do esquema, o publicitário Marcos Valério.
Hollerbach foi condenado por formação de quadrilha (a dois anos e três meses de prisão), peculato (a três anos de prisão e multa no caso da Câmara dos Deputados e mais três anos, 10 meses e 20 dias de prisão e multa pelo caso do Banco do Brasil), corrupção ativa (dois anos e seis meses e multa pelo caso da Câmara dos Deputados e dois anos e oito meses de prisão e multa pelo caso do BB), e ainda falta a definição sobre as penas para os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Iniciado em 2 de agosto, o julgamento do mensalão chega hoje à sua 43ª sessão e, em número de dias, é considerado o maior julgamento da história do Supremo.
Dos 25 condenados pela Suprema Corte no processo, apenas Valério e Hollerbach já têm informações a cerca de suas condenações, mas elas ainda podem sofrer alterações devido a divergências entre os ministros e recálculos da dosimetria das penas, o que pode gerar ainda mais debate entre os magistrados. 
O intervalo das sessões ocorreu devido a ausência do relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, que viajou à Alemanha para fazer um tratamento de saúde, entre os dias 23 de outubro e 5 de novembro. No período, o STF colocou em pauta outros processos sem relação com o mensalão.

PERGUNTAS & RESPOSTAS SOBRE O JULGAMENTO

  • STF concluiu que houve compra de votos e uso de dinheiro público, mas ignorou participação de Lula
Depois de Rollerbach, o ministro Joaquim Barbosa deve apresentar os votos sobre os outros ex-sócios de Marcos Valério, Cristiano Paz e Rogério Tolentino, e sua ex-funcionária Simone Vasconcelos, que compuseram o núcleo publicitário.
A ordem de apresentação dos votos sobre os demais condenados ainda não foi divulgada pelo relator. 
Houve entendimento da maioria dos ministros do Supremo de que foram feitos os pagamentos de propina para parlamentares em troca de apoio político em votações no Congresso Nacional em favor do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante seu primeiro mandato.
Para o Supremo, a cúpula do PT (Partido dos Trabalhadores) orientava o núcleo publicitário e dirigentes do Banco Rural a pagar integrantes de partidos da base aliada do governo federal.
Após a primeira fase de apresentação e leitura da denúncia da Procuradoria Geral da República, as defesas dos réus foram ouvidos e os ministros votaram sobre os réus e, desde o dia 23 de outubro, os magistrados definem as penas dos condenados.

Pausa

Nos 12 dias de pausa do julgamento, dois dos 25 condenados, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) e o ex-sócio e advogado de Marcos Valério, Rogério Tolentino, entregaram seus passaportes ao Supremo Tribunal Federal. Os advogados dos dois réus se anteciparam ao pedido feito pela PGR (Procuradoria Geral da República) para que os réus entregassem seus passaportes a fim de evitar que eles fugissem do país antes da conclusão do caso e da possível prisão deles.

Mensalão já teve críticas, bate boca e poesia; reveja

A PGR não confirma oficialmente o pedido e o STF não comenta o assunto. Apenas a chefia de gabinete do relator confirma o recebimento dos dois documentos. Caberá a Barbosa decidir o que fazer e se ficará com eles.

Na semana passada, a assessoria do STF informou que o tribunal recebeu em setembro umfax da defesa de Marcos Valério oferecendo delação premiada, ou seja, novas informações sobre o processo em troca de benefícios, como a proteção de Valério. Britto determinou sigilo para o pedido e o encaminhou ao relator, Joaquim Barbosa.

PENAS DOS CONDENADOS PELO MENSALÃO

QuemCrimesPena
Marcos ValérioFormação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas40 anos, 1 mês e 6 dias + multa de R$ 2,784 milhões

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CVM apurava irregularidades em fundos do Cruzeiro desde 2006


DE SÃO PAULO
Folha de São Paulo


A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) investigava desde agosto de 2006 irregularidades na venda de fundos de investimento do Banco Cruzeiro do Sul, liquidado em setembro. O banco vendia fundos de altíssimo risco, prometendo retorno alto e facilidade no resgate das aplicações.
Voltados a grandes investidores, dois fundos -Platinum e Equity- foram comercializados pelos gerentes do próprio banco para cerca de 300 pequenos investidores pessoas física, muitos deles parentes desses gerentes, que aplicaram suas economias sem saber o que estavam comprando e os riscos que corriam.
Dois desses fundos aplicavam em debêntures (títulos de dívida) da Moragato, uma empresa de participações de Luis Octavio e Luis Felipe Índio da Costa, antigos donos do Cruzeiro do Sul. A Maragato tinha ações da Petrobras e participações em empreendimentos da família.
Com a intervenção e depois liquidação, essas debêntures perderam praticamente todo o seu valor, deixando os investidores com o prejuízo.
Esses fundos também só poderiam ser resgatados em 2015. No entanto, o banco estimulava um mercado paralelo de compra e venda dessas cotas (chamado mercado secundário), que dava uma impressão artificial de que poderiam resgatar a aplicação a qualquer momento (liquidez diária). Não há ilegalidade nisso.
PIRÂMIDE
Os advogados dos cotistas, representados pelo escritório Souza, Cescon, argumentam que as irregularidades podem caracterizar pirâmide financeira, como publicou o jornal "O Estado de S.Paulo". No entanto, os investimentos existiam, apesar de valerem quase nada hoje e de serem comercializados irregularmente pelos gerentes.
Para reaver pelo menos parte das aplicações, os cotistas foram à Justiça e exigiram saber o que de fato há de ativos na Maragato que possa reduzir seu prejuízo.
Os cotistas acreditam que só exista R$ 20 milhões a receber de um total de R$ 370 milhões investidos nesses fundos. A empresa de auditoria Horwarth Bendoraytes deve apresentar na sexta o balanço da Maragato em assembleia de cotistas.
O principal ativo da Maragato, que seriam as ações da Petrobras, teriam sido vendidas. Há suspeita de que os antigos donos teriam desviado R$ 1 bilhão ao exterior.
Os cotistas também pedem que sejam incluídos na massa em liquidação pelo Banco Central. A Maragato e a Verax, administradora dos fundos, estavam fora do Cruzeiro do Sul e não foram incluídas na liquidação do banco.
OUTRO LADO
Procurado, Roberto Podval, advogado dos ex-controladores do Cruzeiro, preferiu não comentar o caso, alegando que se encontra sob segredo de Justiça.
A CVM informou que não comenta casos específicos, mas afirmou que desde 2009 a supervisão dos fundos de investimento leva em conta o "potencial de dano aos investidores" e ao "funcionamento eficiente do mercado".

Apenas 1% dos paulistanos quer pedágio urbano, aponta Datafolha


EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
Folha de São Paulo
Nada de pedágio urbano ou mais rodízio. A verdadeira solução para o trânsito de São Paulo é aumentar a rede e melhorar a qualidade do metrô e do ônibus.
Só Pitta terminou gestão pior que Kassab
Análise: Reprovação a Kassab reflete demanda por ações mais amplas
Quem diz não são especialistas em trânsito, transporte urbano e urbanismo. A análise é dos próprios paulistanos, consultados na semana passada pelo Datafolha.
A pesquisa apresentou sete possíveis soluções para o trânsito e pediu para o morador apresentar suas alternativas preferidas em primeiro, segundo e terceiro lugares.
Construir mais linhas de metrô é a solução preferida por 33% dos entrevistados, 22% apontaram a construção de novos corredores exclusivos para ônibus, 17% falaram que a saída é melhorar a qualidade dos ônibus, enquanto 14% apostam na ampliação das frotas.
Ampliar o rodízio para dois dias por semana foi a alternativa colocada em primeiro lugar por 7% dos entrevistados.
O pedágio urbano nas principais vias e a cobrança de pedágio no centro tiveram, cada um, apenas 1% de citações em primeiro lugar.
SOLUÇÕES
Quando pode apontar três soluções para o trânsito, 72% preferem o metrô e 65% falam em mais corredores.
Na gestão Gilberto Kassab (PSD) a prefeitura voltou a investir no metrô --repassou R$ 1 bilhão para novas linhas, o suficiente para menos de 5 km--, mas paralisou a política de construção de corredores --concluiu apenas a primeira etapa do Expresso Tiradentes, o antigo Fura-Fila, do parque Dom Pedro ao Sacomã e Vila Prudente.
No fim de seu mandato, Kassab abriu uma licitação para 68 km de corredores, que só ficarão prontos na gestão do prefeito eleito Fernando Haddad (PT) --ele prometeu 150 km no total.
EXPECTATIVA
O eleitor tem uma expectativa positiva sobre a gestão Haddad: 62% acreditam que ele fará um governo ótimo ou bom e apenas 8% apostam que será ruim ou péssimo.
O fator que mais influenciou o eleitor na hora de escolher o candidato foi a situação da cidade (50% disseram que teve muita influência), mais até do que as propostas dos candidatos (47%).
O julgamento do Mensalão teve muita influência para 32% dos eleitores, mas 51% disseram que isso teve nenhuma influência. O apoio de outros políticos não influenciou em nada para 75%.
Editoria de Arte/Folhapress

Prejuízo de bancos com calotes cresceu 39% no 1º semestre

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
SHEILA D'AMORIM
DE BRASÍLIA
Folha de São Paulo


O crédito farto que vem financiando o consumo dos brasileiros desde 2009 fez as perdas dos bancos com calotes dispararem.
Segundo dados da Austin Rating, somente no primeiro semestre deste ano, os empréstimos atrasados que os bancos foram obrigados a registrar como novos prejuízos cresceram 46% (39% descontada a inflação) em relação ao mesmo período de 2011, somando R$ 38 bilhões.
Se for descontada desse montante a fatia de prejuízos antigos que os bancos conseguiram recuperar e créditos vendidos a instituições não financeiras, o valor cai para R$ 24 bilhões. Mas representa aumento de 64% (56% descontada a inflação) sobre o primeiro semestre de 2011, de acordo com o Banco Central.
DIFICULDADES
A tendência, segundo analistas, revela que os clientes que contraíram empréstimos e ficaram inadimplentes estão tendo dificuldade em quitar a dívida atrasada.
"Esses dados evidenciam a incapacidade de pagamento dos devedores, sejam empresas ou indivíduos", diz Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Rating.
Os bancos são obrigados pelo BC a rebaixar a classificação dos créditos em atraso usando letras. O pior nível é o H que aponta atraso superior a 180 dias.
Por determinação do BC, as instituições financeiras também precisam fazer uma reserva (chamada provisão) para cobrir possíveis perdas com esses empréstimos.
Apesar dessas provisões -que têm impacto negativo no resultado dos bancos-, os créditos atrasados continuam sendo considerados um ativo, ou seja, é um valor que a instituição emprestou e espera receber de volta.
Depois de 360 dias, esse cenário muda. A recuperação do crédito inadimplente passa a ser considerada improvável e ele tem de ser registrado como prejuízo.
Se o departamento de recuperação do banco conseguir reaver parte desse crédito no futuro, pode reverter o prejuízo em seu balanço.
OTIMISMO
Apesar das perdas crescentes com inadimplência, os bancos continuaram apresentando lucros elevados. Mas passaram a racionar mais a concessão de novos empréstimos.
Segundo técnicos do governo, isso não afetará a sustentabilidade do modelo de crescimento adotado pela presidente Dilma Rousseff.
A expectativa é que uma maior cautela nas concessões paute o comportamento dos bancos, até por conta das medidas adotadas pelo BC que inibem empréstimos muito longos para compra de produtos como automóveis.
Mas, para a equipe econômica, crédito e consumo deverão ser os responsáveis pela retomada da atividade econômica em 2013, depois do desempenho ruim este ano.
O mercado interno consumidor, nas palavras de um integrante da equipe econômica, é o maior "antídoto" contra o impacto negativo da crise financeira internacional no crescimento da economia brasileira.
Mas, para alguns analistas, o modelo de crescimento sustentado pelo crédito pode ter atingido seu limite.
"A inadimplência vai continuar alta e isso vai limitar a expansão do crédito. Esse cenário não vai mudar enquanto os juros cobrados pelos bancos continuarem em níveis tão altos", diz o economista Roberto Luis Troster.
Editoria de arte/Folhapress
PERDAS DOS BANCOS COM CALOTE Prejuízo das instituições com a inadimplência cresce 46% no último semestre
PERDAS DOS BANCOS COM CALOTE Prejuízo das instituições com a inadimplência cresce 46% no último semestre

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Seis anos após morte de coronel, Carla Cepollina é julgada pelo crime

Júri popular será realizado na Barra Funda e deve durar cinco dias



Para o MP, assassinato foi motivado por ciúmes
Seis anos após o assassinato do coronel reformado da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, um dos personagens centrais do episódio que ficou conhecido como “massacre no Carandiru”, o caso começa a ser julgado. Nesta segunda-feira(5), a advogada Carla Cepollina, ex-namorada de Ubiratan, senta no banco dos réus no plenário 10 do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, onde irá a júri popular. Para o promotor de Justiça João Carlos Calsavara, a advogada é autora do crime, motivado, segundo ele, por ciúme, já que a acusada suspeitaria da traição da vítima.
A expectativa é de que o julgamento dure cinco dias. Carla Cepollina, que já teve como advogado o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, será defendida por Eugenio Carlos Balliano Malavasi. O nome da criminalista Liliana Pranzivalli, mãe da ré, também aparece na lista divulgada pelo Tribunal do Júri.
O promotor João Carlos Calsavara terá como assistentes de acusação Vicente Fernandes Cascione, que representa a família do coronel Ubiratan, e Juliana Maria Peres Tauro. No dia marcado para o julgamento, uma escrevente de sala irá sortear os jurados selecionados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Em geral, 25 são convocados, mas neste caso especificamente, em razão da grande repercussão e para evitar problemas que possam impedir a realização do júri, serão cerca de 50. Tanto o promotor quanto os advogados de defesa podem se recusar, por três vezes, o jurado sorteado. Por fim, sete serão finalmente escolhidos para integrar o júri, instaurado pelo juiz Bruno Ronchetti de Castro.
Durante a audiência, serão ouvidas as testemunhas de acusação e, na sequência, as de defesa. Ao todo são dez, cinco para cada lado. A delegada de Polícia Federal Renata Azevedo dos Santos Madi, apontada como pivô da briga entre Carla e Ubiratan, está entre as testemunhas de acusação.
As outras são o filho do coronel, Fabrício Rejtman Guimarães; Odete Adoglio de Campos, vizinha da vítima, e os delegados Marco Antonio Olivato e José Vinciprova Sobrinho. Já a defesa convocou a especialista em perícias criminais Roselle Adriane Soglio. As demais são o advogado Francisco Lobo da Costa Ruiz, Desiree Teixeira Freschet, Arduíno Marco G.P. Fiaschitello e Ana Cristina de Jesus Bonfim.
Após ouvidas as testemunhas, chega o momento do interrogatório da ré, último ato processual antes dos debates, que duram uma hora e meia. Se o promotor decidir pela réplica, a defesa tem direito a tréplica. Nesta etapa, cada lado dispõe de uma hora.
O crime
De acordo com o Ministério Público, o disparo que atingiu o coronel foi feito depois de uma discussão. Ele foi morto com um tiro na barriga, no apartamento onde morava, na rua José Maria Lisboa, próximo ao cruzamento com a avenida Nove de Julho, nos Jardins, zona sul de São Paulo. Assessores do militar encontraram o corpo sobre um sofá do imóvel, que fica no 7º andar.
Carla confirma a briga, mas nega o crime.  No dia 11 de setembro de 2006, durante depoimento à polícia, ela relatou que estava no apartamento de Ubiratan na noite do assassinato, e que os dois chegaram a discutir, após ele receber o telefonema de uma mulher. Na versão apresentada pela advogada, a briga terminou e ela deixou o local. Imagens gravadas pela câmera do elevador do prédio onde o coronel morava flagraram Carla guardando um embrulho dentro da bolsa após sair do apartamento. A polícia suspeita de que seja a arma do crime. No dia 27 de setembro de 2006, Carla Cepollina foi indiciada pela morte do ex-namorado. No início de outubro daquele ano, o Instituto de Criminalística afirmou que a bala que matou o coronel foi disparada pela própria arma dele, que nunca foi encontrada.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Carla Cepollina à Justiça no dia 8 de novembro de 2006.

Bombeiros retomam buscas por crianças sumidas em tromba d'água


 Carro em que estavam capotou por causa de correnteza, em Jaboticatubas.

Outras duas crianças morreram e quatro pessoas ficaram feridas.

Do G1 MG
O Corpo de Bombeiros retomou, na manhã desta segunda-feira (5), as buscas por duas crianças que desapareceram após o carro em que estavam ser atingido por uma tromba d’água e capotar, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O acidente aconteceu na tarde deste domingo (4). Segundo a corporação, outras duas crianças morreram e quatro pessoas ficaram feridas.

Ainda segundo os bombeiros, a caminhonete tentava atravessar uma área alagada próximo à Cachoeira da Serra do Bené, no vilarejo do Felipe, quando uma tromba d’água virou o carro. “O córrego é tranquilo, pouca água, porém devido à chuva na cabeceira da serra, esse volume de água aumentou muito. E, a princípio, foi o que arrastou a caminhonete pra dentro do córrego e arrastando as demais vítimas”, explicou o sargento Alexandre Rocha, que trabalhou nas buscas neste domingo.
 
 Duas crianças morreram no local e outras duas não foram encontradas. Uma quinta criança e três mulheres foram levadas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Uma delas foi resgata pelo helicóptero Arcanjo, dos bombeiros.
De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), as três mulheres e a menina de nove anos foram atendidas no setor de politraumatismos do Hospital João XXIII e não correm risco de morrer.
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Aos 101 anos, homem sobreviveu a câncer, Holocausto, e agora, Sandy


Morris Sorid é um dos moradores de áreas evacuadas pela tempestade.
Passagem de Sandy provocou mais de 100 mortes na costa leste dos EUA.

Do G1, em São Paulo

Aos 101 anos, Morris Sorid sobreviveu ao Holocausto, a um câncer colorretal e, agora, à destruição da supertempestade Sandy, segundo reportagem do ‘New York Daily News’ desta segunda-feira (5).
Aos 101 anos, Morris Sorid sobreviveu ao Holocausto, a um câncer colorretal e, agora, à destruição da supertempestade Sandy (Foto: Reprodução/New York Daily News)Aos 101 anos, Morris Sorid sobreviveu ao Holocausto, a um câncer colorretal e, agora, à destruição da supertempestade Sandy (Foto: Reprodução/New York Daily News)
“Eu fui quase destruído seis ou sete vezes durante minha vida”, disse Sorid, em sua cadeira de rodas. Ele é um dos cerca de 3 mil nova-iorquinos obrigados a sair de hospitais e casas de tratamento em locais como Rockaways, Coney Island e Queens antes da chegada da tempestade.
Sorid também conta com a ajuda de um enfermeiro, Archie Catacutan. “No domingo eu expliquei ao senhor Morris que estava chegando uma calamidade, então nós precisávamos sair”, diz ele. “Ele procurava pelos filhos, Harvey e Victor, mas eu disse que eles estavam a salvo.”Sorid estava em um quarto particular no Nautilus Hotel e foi realocado para uma biblioteca no porão de uma casa de repouso em Kew Gardens, Queens, que divide com dois homens de 89 e 92 e seus enfermeiros. “Para falar a verdade, o furacão não me anima muito”, brinca.
Em 1939, Sorid era educador e vivia com a mulher, Regina, e uma filha pequena em Pruzany, na Polônia, hoje Belarus. Quando os nazistas invadiram o local em 1940, eles criaram um gueto judeu e, em 1943, foi iniciada a saída de 10 mil judeus de Pruzany.
Ele conta que havia boatos de que eles seriam levados a campos de concentração, mas que ele e a família resolveram se esconder em um local que havia debaixo da casa onde moravam. Saíram apenas 18 dias depois e moraram na floresta. Eles foram refugiados por dois anos até emigrar para o Brooklyn em 1948. Depois, souberam que o resto da família morreu em Auschwitz, incluindo a filha de 5 anos.
A família e dois filhos reconstruiu a vida em Nova York. Ele dirigiu um caminhão levando cerveja e soda, depois abriu uma loja de conveniência e depois foi taxista. Aos 95, escreveu suas memórias, intituladas “One more miracle” (Mais um milagre). Agora, o avô de cinco netos diz: “Estou seguro. Com o que mais devo me preocupar?”